terça-feira, 15 de abril de 2008

A DIVISÃO DOS NÃO-SECTÁRIOS - Watchman Nee

“Eu sou de Cefas”, “eu sou de Paulo”..."eu sou de Cristo"!

Alguns cristãos julgam que são superiores aos que dizem: “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”. Dizem “eu sou de Cristo”. Tais cristãos desprezam os outros como sectários e, por esse motivo, começam outra comunidade. Sua atitude é: “Vocês são sectários, eu não. Vocês são cultuadores de heróis, nós adoramos somente ao Senhor”.

Mas a Palavra de Deus não apenas condena os que dizem “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”. Ela denuncia de maneira muito definida e clara aqueles que dizem “eu sou de Cristo”. Não é errado considerar-se como pertencendo só a Cristo. É certo e essencial mesmo. Nem é errado repudiar todo cisma entre os filhos de Deus; é altamente recomendável. Deus não condena essa classe de cristãos por qualquer dessas duas coisas; ele os condena pelo próprio pecado que eles condenam nos demais – seu sectarismo.

Como protesto contra a divisão entre os filhos de Deus, muitos crentes procuram separar-se daqueles que estão divididos em organizações humanas, sem jamais imaginarem que eles mesmos são divisores!

A base que eles tomam para divisão pode ser mais plausível do que a de outros que dividem por causa de diferenças doutrinárias ou preferências pessoais por certos líderes, mas permanece o fato de que eles estão dividindo os filhos de Deus. Mesmo quando repudiam o cisma onde ele ocorra, eles são cismáticos.

Dizem: “eu sou de Cristo”. Querem dizer que os outros não são? É perfeitamente legítimo que diga “eu sou de Cristo”, se sua observação significa simplesmente a quem pertence; contudo, se significa “eu não sou sectário, estou numa posição muito diferente de vocês, sectários”, então ela está estabelecendo diferença entre você e os demais cristãos. A própria idéia de distinguir entre os filhos de Deus tem suas origens na natureza carnal do homem e é sectária.

Se considerarmos os outros cristãos como sectários, enquanto considerarmos a nós mesmos como não-sectários, estamos com isso fazendo distinção no meio do povo de Deus e, dessa forma, manifestando um espírito de divisão até no próprio ato de condenar divisão. Não importa que meio usamos para fazer distinção entre os membros da família de Deus – mesmo que seja com base no próprio Cristo, estamo-nos tornando culpados de cisma no Corpo.

Qual é, pois, a atitude certa? Toda exclusividade está errada. Toda inclusividade (dos verdadeiros filhos de Deus) está certa. As divisões denominacionais não são bíblicas e não devemos ser partidários delas; porém, se adotamos uma atitude de crítica e pensamos: “eles são denominacionais, eu sou indenominacional; eles pertencem a seitas, eu pertenço só a Cristo” – tal diferenciação é, definitivamente, sectária.

Sim, graças a Deus, eu sou de Cristo, mas a minha comunhão não é simplesmente com os que dizem “eu sou de Cristo”, porém com todos os que são de Cristo. Não devo me importar tanto com o que eles dizem, mas com o que são. Não indago se eles são denominacionais, sectários ou não-sectários. Só indago: São de Cristo? Sendo de Cristo, então são meus irmãos.

Nossa posição pessoal deve ser indenominacional, mas a base de nossa comunhão não é indenominacionalismo. Nós mesmos devemos ser não-sectários, mas não ousamos insistir no não-sectarismo como condição de comunhão. Nossa única base de comunhão é Cristo. Nossa comunhão deve ser com todos os crentes numa localidade, não meramente com todos os crentes não-sectários nessa localidade.

Eles podem estabelecer diferenças denominacionais, mas nós não devemos fazer exigências indenominacionais. Jamais devemos fazer diferença entre nós e eles, só porque eles fazem distinção entre si mesmos e os outros. Eles são filhos de Deus, e o fato de fazerem distinção entre si mesmos e outros filhos de Deus não os impede de ser filhos de Deus. O denominacionalismo ou sectarismo deles significa que são impostas severas limitações ao Senhor no que tange a seu propósito e mente em relação a eles, e isso significará que nunca irão além de certa medida de crescimento e plenitude espirituais. Bênçãos pode haver, mas plenitude do propósito divino, nunca.

Em todo o tempo, devemos manter uma atitude de inclusividade, não de exclusividade, para com os crentes que se encontram em diferentes igrejas denominacionais, pois eles, assim como nós, são filhos de Deus e vivem na mesma localidade; portanto, pertencem à mesma igreja que nós. Quando usamos o termo “nós” em relação aos filhos de Deus, precisamos incluir todos os filhos de Deus, não somente aqueles que congregam conosco. Se, quando nos referimos aos “nossos irmãos”, não incluirmos todos os filhos de Deus, mas somente aqueles que se reúnem regularmente conosco, então somos cismáticos.

Não desculpo o sectarismo e não creio que devamos defender diferenças sectárias entre uma igreja e outra, porém não nos compete induzir as pessoas a deixar sua congregação, ainda que seja sectária. Se nosso principal interesse é levar as pessoas a um real conhecimento do Senhor e ao poder de sua cruz, então elas se entregarão alegremente a ele e aprenderão a andar no Espírito, rejeitando as coisas da carne. Verificaremos não haver necessidade de acentuar a questão das denominações, porquanto o próprio Espírito as esclarecerá. Se um crente não aprendeu o caminho da cruz e a andar no Espírito, que adianta ele sair de uma determinada igreja? Levará consigo o sectarismo, que é inerente à carne, para onde for.

(Texto extraído do livro “A Vida Normal da Igreja Cristã”, Watchman Nee, Editora Cristã Unida, edição atualmente esgotada)

A DIVISÃO QUE CAUSOU TODAS AS DIVISÕES - Francis Frangipane

Se você já passou por divisão na igreja, está bastante familiarizado com o terrível turbilhão de emoções e o inconsolável sofrimento que acompanham essa descida ao inferno. Se você não tem familiaridade com a experiência, um grande choque o aguarda: grupos de cristãos outrora bondosos e unidos se separarão em facções para se oporem uns aos outros. De repente manifestarão calúnia, ira, engano, medo, amargura, ódio, maledicência, falta de perdão, contenda, rebelião e orgulho.

Qualquer uma dessas atitudes, isolada em um único indivíduo, seria reconhecida e exposta como pecado. No entanto, quando ocorrem em massa em uma divisão na igreja, são consideradas de certa forma justas. A ira é redefinida como “lutar por um princípio”. A calúnia e a maledicência agora se alistam como aliadas “na busca da verdade”.

O epicentro da divisão pode ser localizado em uma única igreja, mas as ondas de choque são sentidas ao longo de uma grande área do Corpo de Cristo e em toda a comunidade. As notícias do conflito são comunicadas em sussurros como quando ouvimos falar que um membro da família tem câncer. E se trata mesmo de um câncer – pois divisão é um sistema de vida maligno, um falso crescimento autorizado pela ira, pelo orgulho e pela ambição, em vez da mansidão e paciência de Cristo. É uma guerra na qual o diabo é o único que realmente vence.

São muitos os motivos para separações na igreja. As divisões podem originar-se de confusões relacionadas aos líderes da igreja. A quem Deus realmente concedeu autoridade final em qualquer congregação? Às vezes, a raiz do conflito é simplesmente a ambição mal direcionada de um ou mais líderes associados. É claro que sempre existe a questão da batalha espiritual. Com freqüência, assim que a igreja começa a crescer em números de membros ou a desenvolver-se espiritualmente, surgem conflitos manipulados por demônios.

Talvez as separações envolvam alguma combinação de todos os citados. Entretanto, independente da fonte de cada divisão, Jesus avisou que enquanto nossa casa estiver dividida, ela “não subsistirá” (Mt 12.25).

A Primeira Divisão

Podemos achar que o Senhor não está familiarizado com a dor de uma divisão na igreja. Ele está. É provável que você se lembre de que, antes da criação do homem, o céu passou por um momento de grande rebelião, uma “divisão” se preferir.

Naquele tempo, Satanás era conhecido como Lúcifer ou Hillel Ben Shahar em hebraico. Hillel vem de Hallel, que significa louvar, adorar, servir. Ben Shahar significava filho do amanhecer. A implicação é que Lúcifer era o líder do louvor no amanhecer da criação. Dotado dos dons de liderança e criatividade musical, sua posição não lhe era suficiente. Motivado pela inveja e ambição, Lúcifer fez com que um terço dos anjos se rebelasse contra a autoridade de Deus.
O terrível crime de Lúcifer não foi apenas ter-se rebelado contra Deus – por mais que tenha sido maligno. O pior foi ter roubado um terço dos anjos por meio da calúnia contra Deus e do engano. Considere o poder de sedução e engano deste mestre da divisão: ele conseguiu convencer um grupo de anjos, que estavam contemplando a glória resplandecente de Deus, de que eles conseguiriam vencer uma guerra contra seu Criador! Em temor e admiração, eles haviam visto galáxias surgirem a partir da boca de Deus. Todavia, de alguma forma, passaram a acreditar que, sob a liderança de Lúcifer, poderiam derrotar o Todo-Poderoso.

Ainda que os anjos rebelados soubessem que Deus era completamente onisciente de cada pensamento, acreditaram que poderiam pensar antes dele. Usando discrição, calúnia e sedução, Lúcifer engendrou descontentamento entre os anjos a fim de que todos os prazeres do céu não conseguissem satisfazê-los. Então, os afastou do esplendor inimaginável da presença de Deus, convencendo-os de que a impenetrável escuridão externa lhes seria mais satisfatória. Sim, veja o poder de engano usado por nosso antigo inimigo e imagine se ele não conseguiria separar bons amigos em uma divisão na igreja aqui na Terra.

Não sabemos quanto tempo durou a rebelião no céu, e também não está escrito qual foi o engano que Lúcifer propagou. A Bíblia apenas concede fugazes reflexões sobre aquela horrível e cataclísmica divisão. Será que Deus não foi afetado pelo conflito? Será que o Pai Celestial estava perfeitamente distante da dor da separação ou sofreu algum desgosto quando os anjos a quem havia concedido o dom da vida se rebelaram contra ele? Lembre-se de que Deus viu a grande mentira espalhar-se, infectar cada anjo até que um terço uniu-se à insurreição. Será que a divisão foi a primeira grande dor no coração de Deus?

Amado, pense com temor e tremor: antes dessa antiga separação, o inferno ainda não existia pelo que sabemos. O inferno tornou-se realidade como conseqüência da divisão, criado para aqueles que acreditaram na mentira do diabo (Mt 25.41).

A Guerra Contra o Céu Continua – Dentro da Igreja

Contudo, embora Lúcifer e suas hostes tenham sido banidos para os “abismos de trevas” (2 Pe 2.4), a guerra com o céu não terminou. Começando com Adão e Eva, o diabo continuou sua guerra contra Deus. Na verdade, o conflito que os cristãos experimentam hoje, de uma forma real, é a continuação desse grande e primordial conflito. Cada vez que ele divide mais uma igreja, parte de seu objetivo é atingir novamente o coração de Deus.

Uma verdade que nos ajudará a derrotar o inimigo é saber que, quando a igreja está sofrendo a dor da divisão, o que parecem ser as questões principais geralmente nem vêm ao caso. De fato, quando Lúcifer caiu, do ponto de vista celestial, ele não manteve mais o nome Lúcifer, mas passou a chamar-se “Satanás” ou “diabo”. O significado destes dois nomes nos dá uma idéia da natureza daquilo contra o que lutamos durante uma separação.

Satanás significa aquele que se opõe ou adversário. Que poder fortalece a atitude de confronto daqueles que se opõem à autoridade estabelecida na igreja? O poder que reforça a incapacidade de reconciliar-se é satânico e pode enfiar-se entre aqueles que discordam e os que estão na liderança. Satanás ferozmente se oporá à idéia de cura e reconciliação.

O nome diabo significa caluniador. Caluniar significa mais do que “falar mal de outra pessoa”. Literalmente falando, significa aquele que coloca alguma coisa ou a si mesmo entre dois a fim de dividi-los.

O objetivo de Satanás não é apenas falar mal, mas colocar algo entre as pessoas a fim de dividi-las. A obra de dividir destrói amizades, casamentos e igrejas. Ele aumentará o que parece errado em alguém e distorcerá as reações da outra pessoa. Ele frustrará nossas tentativas de entrar em acordo e dividirá repetidamente os cristãos com novos assuntos.

Uma das marcas de uma igreja sob ataques demoníacos é que as críticas do grupo dividido nunca se esgotam: ameniza-se uma questão, e surgem mais três. Quando Satanás manipula o grupo dissidente dentro da igreja, as questões que o inflamam são apenas uma cortina de fumaça para dividir e ganhar a igreja. Parecem bastante verdadeiras, mas, quando uma questão se torna mais central para nosso relacionamento do que a humildade, o amor e a fé, esta questão é de fato uma cunha enviada para dividir.

A Causa Mais Sutil das Divisões

Existem, talvez, muitas fontes de conflitos que levam a divisões e separações, mas nenhuma delas é mais sutil ou poderosa do que a ambição religiosa – sobretudo, quando um líder subordinado começa a imaginar que Deus o chamou para ocupar o lugar do pastor principal ou do líder do departamento.

Por meio do profeta Isaías, o Espírito Santo nos mostra o motivo da rebelião de Lúcifer contra a autoridade divina: a ambição egoísta. Manifestando-se sucintamente pela voz e ambição do rei da Babilônia (Is 14.12-14), cinco vezes o foco do orgulho de Lúcifer expressa a cobiça irrestrita pela preeminência e posição até afirmar claramente sua busca de suplantar Deus como ser supremo adorado no planeta Terra.

Lúcifer não apenas deseja ser semelhante a Deus, mas também procura “subir ao céu” e estabelecer seu trono acima das estrelas de Deus, que é o local onde o Altíssimo se assenta! O Apocalipse de João confirma este objetivo várias vezes ao longo do livro: Satanás busca ser adorado. Ele busca o lugar de Deus no céu e o lugar de Deus em nós.

Isso é vital para o seguinte discernimento: Satanás é basicamente um espírito religioso. Ele não quer destruir o mundo, mas dominá-lo. Ele colocou um terço dos anjos contra a autoridade de Deus no céu e manipula a ambição religiosa dos líderes subordinados a fim de usurpar a autoridade delegada por Deus à sua Igreja na Terra.

É claro que o envolvimento de Lúcifer na religião humana é comum e multifacetado, mas nada que ele faz é mais sutil ou diabólico do que enganar os bons cristãos a se voltarem contra os líderes de sua própria igreja. Sempre que procuramos ocupar o lugar de alguém que Deus colocou na posição de autoridade, estamos assumindo a imagem de Lúcifer e não a de Cristo.

Oração

Senhor, perdoa-nos por permitirmos que as divisões e separações se tornem tradições profundamente arraigadas no cristianismo. Confessamos que somos facilmente manipulados pelas falsas questões. Senhor, faze-nos instrumentos de cura. Ajuda-nos a trabalharmos contigo para unir a Igreja e preparar tua Noiva. Ajuda-nos a enxergar a verdadeira questão: em toda diversidade, permaneceremos unidos? Em nome de Jesus. Amém.

Extraído e adaptado de “Divisão, a Igreja a Caminho da Destruição”, Francis Frangipane, Editora Naós, São Paulo, 2003.

Francis Frangipane é pastor titular da “River of Life Ministries” em Cedar Rapids, Iowa, EUA, e presidente do “Advanced Church Ministries”. É também autor de vários livros. Para mais informações, acesse
www.frangipane.org

A UNIDADE DA IGREJA DE CRISTO - Marco Antonio Sales

Será que a Igreja de Cristo está unida? Em uma pesquisa sobre o que a Palavra de Deus fala sobre unidade, tenho chegado à conclusão que a resposta é, infelizmente, não. A unidade afirmada nas Escrituras parece estar longe de nossa realidade. Na busca dos textos e comentários bíblicos sobre o assunto, encontrei este de um dos maiores teólogos de nosso tempo, mr. John W Stott.

O comentário se refere à passagem de 1 Coríntios 1: 10-13, onde o apóstolo Paulo exorta a igreja de Corinto contra as divisões que estavam ocorrendo: "Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis a todos a mesma cousa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nom de Paulo?”. 1 Coríntios 1: 12-13.

Sobre estas divisões Stott escreve: “Tudo indica que Paulo considerou esta notícia (a da divisão na igreja de Corinto) extremamente dolorosa. Ele sabia o suficiente acerca das realidades da vida da igreja para não se surpreender. Mas, ao mesmo tempo, ficou profundamente ressentido. Isso se verifica pela dupla ocorrência da palavra irmãos, nos versículos 10 e 11”.

É interessante ver que o mesmo sentimento de Paulo ao saber das divisões em Corinto, é também expresso na oração de nosso Senhor Jesus pedindo ao Pai que não permitisse esta divisão entre nós, os crentes: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da Sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu me enviaste”. João 17:20-21. Diante disso creio não haver dúvida de que, ao contrário de consideramos “normais” as divisões entre os crentes em Cristo, nosso sentimento deveria ser de perplexidade e de dor. Conquanto a unidade seja realmente difícil, pois envolve, antes de tudo a humildade de admitirmos que podemos estar errados, ela deve ser sempre prioridade para a Igreja, pois como se não bastasse ser esta a vontade expressa de Deus, e uma condição para o avanço do evangelho, as conseqüências das separações são sempre dolorosas.

Stott continua sua análise da igreja de Corinto: “É evidente que estavam surgindo cultos às personalidades, centralizados em três figuras importantes da igreja primitiva. Tais cultos certamente não contavam com o apoio de Paulo, Apolo ou Cefas (Pedro)... Seja qual for a causa dessas divisões que estavam se desenvolvendo, a situação provocou rivalidade... Todos os cristãos apegam-se a aspectos diferentes da verdade, em diferentes ocasiões, gerando determinadas ênfases. É inevitável que tal seleção afaste o foco dos outros aspectos da verdade, para se concentrar em uma ou duas questões específicas. Isso é permissível, se não necessário, contanto que se reconheça que está havendo uma seletividade. Quando um cristão ou um grupo de cristãos fica totalmente absorvido por um aspecto da verdade, negligenciando, excluindo ou até mesmo negando o todo da verdade que está em Jesus, então atinge-se o ponto crítico. Neste momento a seletividade se transforma em heresia”.

Qualquer semelhança com a igreja de hoje NÃO É pura coincidência. A divisão é algo que, como Igreja, devemos evitar. A unidade do corpo de Cristo é primordial para que o mundo seja impactado. Que os líderes da igreja de hoje possam entender isso!