terça-feira, 15 de abril de 2008

A DIVISÃO DOS NÃO-SECTÁRIOS - Watchman Nee

“Eu sou de Cefas”, “eu sou de Paulo”..."eu sou de Cristo"!

Alguns cristãos julgam que são superiores aos que dizem: “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”. Dizem “eu sou de Cristo”. Tais cristãos desprezam os outros como sectários e, por esse motivo, começam outra comunidade. Sua atitude é: “Vocês são sectários, eu não. Vocês são cultuadores de heróis, nós adoramos somente ao Senhor”.

Mas a Palavra de Deus não apenas condena os que dizem “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”. Ela denuncia de maneira muito definida e clara aqueles que dizem “eu sou de Cristo”. Não é errado considerar-se como pertencendo só a Cristo. É certo e essencial mesmo. Nem é errado repudiar todo cisma entre os filhos de Deus; é altamente recomendável. Deus não condena essa classe de cristãos por qualquer dessas duas coisas; ele os condena pelo próprio pecado que eles condenam nos demais – seu sectarismo.

Como protesto contra a divisão entre os filhos de Deus, muitos crentes procuram separar-se daqueles que estão divididos em organizações humanas, sem jamais imaginarem que eles mesmos são divisores!

A base que eles tomam para divisão pode ser mais plausível do que a de outros que dividem por causa de diferenças doutrinárias ou preferências pessoais por certos líderes, mas permanece o fato de que eles estão dividindo os filhos de Deus. Mesmo quando repudiam o cisma onde ele ocorra, eles são cismáticos.

Dizem: “eu sou de Cristo”. Querem dizer que os outros não são? É perfeitamente legítimo que diga “eu sou de Cristo”, se sua observação significa simplesmente a quem pertence; contudo, se significa “eu não sou sectário, estou numa posição muito diferente de vocês, sectários”, então ela está estabelecendo diferença entre você e os demais cristãos. A própria idéia de distinguir entre os filhos de Deus tem suas origens na natureza carnal do homem e é sectária.

Se considerarmos os outros cristãos como sectários, enquanto considerarmos a nós mesmos como não-sectários, estamos com isso fazendo distinção no meio do povo de Deus e, dessa forma, manifestando um espírito de divisão até no próprio ato de condenar divisão. Não importa que meio usamos para fazer distinção entre os membros da família de Deus – mesmo que seja com base no próprio Cristo, estamo-nos tornando culpados de cisma no Corpo.

Qual é, pois, a atitude certa? Toda exclusividade está errada. Toda inclusividade (dos verdadeiros filhos de Deus) está certa. As divisões denominacionais não são bíblicas e não devemos ser partidários delas; porém, se adotamos uma atitude de crítica e pensamos: “eles são denominacionais, eu sou indenominacional; eles pertencem a seitas, eu pertenço só a Cristo” – tal diferenciação é, definitivamente, sectária.

Sim, graças a Deus, eu sou de Cristo, mas a minha comunhão não é simplesmente com os que dizem “eu sou de Cristo”, porém com todos os que são de Cristo. Não devo me importar tanto com o que eles dizem, mas com o que são. Não indago se eles são denominacionais, sectários ou não-sectários. Só indago: São de Cristo? Sendo de Cristo, então são meus irmãos.

Nossa posição pessoal deve ser indenominacional, mas a base de nossa comunhão não é indenominacionalismo. Nós mesmos devemos ser não-sectários, mas não ousamos insistir no não-sectarismo como condição de comunhão. Nossa única base de comunhão é Cristo. Nossa comunhão deve ser com todos os crentes numa localidade, não meramente com todos os crentes não-sectários nessa localidade.

Eles podem estabelecer diferenças denominacionais, mas nós não devemos fazer exigências indenominacionais. Jamais devemos fazer diferença entre nós e eles, só porque eles fazem distinção entre si mesmos e os outros. Eles são filhos de Deus, e o fato de fazerem distinção entre si mesmos e outros filhos de Deus não os impede de ser filhos de Deus. O denominacionalismo ou sectarismo deles significa que são impostas severas limitações ao Senhor no que tange a seu propósito e mente em relação a eles, e isso significará que nunca irão além de certa medida de crescimento e plenitude espirituais. Bênçãos pode haver, mas plenitude do propósito divino, nunca.

Em todo o tempo, devemos manter uma atitude de inclusividade, não de exclusividade, para com os crentes que se encontram em diferentes igrejas denominacionais, pois eles, assim como nós, são filhos de Deus e vivem na mesma localidade; portanto, pertencem à mesma igreja que nós. Quando usamos o termo “nós” em relação aos filhos de Deus, precisamos incluir todos os filhos de Deus, não somente aqueles que congregam conosco. Se, quando nos referimos aos “nossos irmãos”, não incluirmos todos os filhos de Deus, mas somente aqueles que se reúnem regularmente conosco, então somos cismáticos.

Não desculpo o sectarismo e não creio que devamos defender diferenças sectárias entre uma igreja e outra, porém não nos compete induzir as pessoas a deixar sua congregação, ainda que seja sectária. Se nosso principal interesse é levar as pessoas a um real conhecimento do Senhor e ao poder de sua cruz, então elas se entregarão alegremente a ele e aprenderão a andar no Espírito, rejeitando as coisas da carne. Verificaremos não haver necessidade de acentuar a questão das denominações, porquanto o próprio Espírito as esclarecerá. Se um crente não aprendeu o caminho da cruz e a andar no Espírito, que adianta ele sair de uma determinada igreja? Levará consigo o sectarismo, que é inerente à carne, para onde for.

(Texto extraído do livro “A Vida Normal da Igreja Cristã”, Watchman Nee, Editora Cristã Unida, edição atualmente esgotada)

A DIVISÃO QUE CAUSOU TODAS AS DIVISÕES - Francis Frangipane

Se você já passou por divisão na igreja, está bastante familiarizado com o terrível turbilhão de emoções e o inconsolável sofrimento que acompanham essa descida ao inferno. Se você não tem familiaridade com a experiência, um grande choque o aguarda: grupos de cristãos outrora bondosos e unidos se separarão em facções para se oporem uns aos outros. De repente manifestarão calúnia, ira, engano, medo, amargura, ódio, maledicência, falta de perdão, contenda, rebelião e orgulho.

Qualquer uma dessas atitudes, isolada em um único indivíduo, seria reconhecida e exposta como pecado. No entanto, quando ocorrem em massa em uma divisão na igreja, são consideradas de certa forma justas. A ira é redefinida como “lutar por um princípio”. A calúnia e a maledicência agora se alistam como aliadas “na busca da verdade”.

O epicentro da divisão pode ser localizado em uma única igreja, mas as ondas de choque são sentidas ao longo de uma grande área do Corpo de Cristo e em toda a comunidade. As notícias do conflito são comunicadas em sussurros como quando ouvimos falar que um membro da família tem câncer. E se trata mesmo de um câncer – pois divisão é um sistema de vida maligno, um falso crescimento autorizado pela ira, pelo orgulho e pela ambição, em vez da mansidão e paciência de Cristo. É uma guerra na qual o diabo é o único que realmente vence.

São muitos os motivos para separações na igreja. As divisões podem originar-se de confusões relacionadas aos líderes da igreja. A quem Deus realmente concedeu autoridade final em qualquer congregação? Às vezes, a raiz do conflito é simplesmente a ambição mal direcionada de um ou mais líderes associados. É claro que sempre existe a questão da batalha espiritual. Com freqüência, assim que a igreja começa a crescer em números de membros ou a desenvolver-se espiritualmente, surgem conflitos manipulados por demônios.

Talvez as separações envolvam alguma combinação de todos os citados. Entretanto, independente da fonte de cada divisão, Jesus avisou que enquanto nossa casa estiver dividida, ela “não subsistirá” (Mt 12.25).

A Primeira Divisão

Podemos achar que o Senhor não está familiarizado com a dor de uma divisão na igreja. Ele está. É provável que você se lembre de que, antes da criação do homem, o céu passou por um momento de grande rebelião, uma “divisão” se preferir.

Naquele tempo, Satanás era conhecido como Lúcifer ou Hillel Ben Shahar em hebraico. Hillel vem de Hallel, que significa louvar, adorar, servir. Ben Shahar significava filho do amanhecer. A implicação é que Lúcifer era o líder do louvor no amanhecer da criação. Dotado dos dons de liderança e criatividade musical, sua posição não lhe era suficiente. Motivado pela inveja e ambição, Lúcifer fez com que um terço dos anjos se rebelasse contra a autoridade de Deus.
O terrível crime de Lúcifer não foi apenas ter-se rebelado contra Deus – por mais que tenha sido maligno. O pior foi ter roubado um terço dos anjos por meio da calúnia contra Deus e do engano. Considere o poder de sedução e engano deste mestre da divisão: ele conseguiu convencer um grupo de anjos, que estavam contemplando a glória resplandecente de Deus, de que eles conseguiriam vencer uma guerra contra seu Criador! Em temor e admiração, eles haviam visto galáxias surgirem a partir da boca de Deus. Todavia, de alguma forma, passaram a acreditar que, sob a liderança de Lúcifer, poderiam derrotar o Todo-Poderoso.

Ainda que os anjos rebelados soubessem que Deus era completamente onisciente de cada pensamento, acreditaram que poderiam pensar antes dele. Usando discrição, calúnia e sedução, Lúcifer engendrou descontentamento entre os anjos a fim de que todos os prazeres do céu não conseguissem satisfazê-los. Então, os afastou do esplendor inimaginável da presença de Deus, convencendo-os de que a impenetrável escuridão externa lhes seria mais satisfatória. Sim, veja o poder de engano usado por nosso antigo inimigo e imagine se ele não conseguiria separar bons amigos em uma divisão na igreja aqui na Terra.

Não sabemos quanto tempo durou a rebelião no céu, e também não está escrito qual foi o engano que Lúcifer propagou. A Bíblia apenas concede fugazes reflexões sobre aquela horrível e cataclísmica divisão. Será que Deus não foi afetado pelo conflito? Será que o Pai Celestial estava perfeitamente distante da dor da separação ou sofreu algum desgosto quando os anjos a quem havia concedido o dom da vida se rebelaram contra ele? Lembre-se de que Deus viu a grande mentira espalhar-se, infectar cada anjo até que um terço uniu-se à insurreição. Será que a divisão foi a primeira grande dor no coração de Deus?

Amado, pense com temor e tremor: antes dessa antiga separação, o inferno ainda não existia pelo que sabemos. O inferno tornou-se realidade como conseqüência da divisão, criado para aqueles que acreditaram na mentira do diabo (Mt 25.41).

A Guerra Contra o Céu Continua – Dentro da Igreja

Contudo, embora Lúcifer e suas hostes tenham sido banidos para os “abismos de trevas” (2 Pe 2.4), a guerra com o céu não terminou. Começando com Adão e Eva, o diabo continuou sua guerra contra Deus. Na verdade, o conflito que os cristãos experimentam hoje, de uma forma real, é a continuação desse grande e primordial conflito. Cada vez que ele divide mais uma igreja, parte de seu objetivo é atingir novamente o coração de Deus.

Uma verdade que nos ajudará a derrotar o inimigo é saber que, quando a igreja está sofrendo a dor da divisão, o que parecem ser as questões principais geralmente nem vêm ao caso. De fato, quando Lúcifer caiu, do ponto de vista celestial, ele não manteve mais o nome Lúcifer, mas passou a chamar-se “Satanás” ou “diabo”. O significado destes dois nomes nos dá uma idéia da natureza daquilo contra o que lutamos durante uma separação.

Satanás significa aquele que se opõe ou adversário. Que poder fortalece a atitude de confronto daqueles que se opõem à autoridade estabelecida na igreja? O poder que reforça a incapacidade de reconciliar-se é satânico e pode enfiar-se entre aqueles que discordam e os que estão na liderança. Satanás ferozmente se oporá à idéia de cura e reconciliação.

O nome diabo significa caluniador. Caluniar significa mais do que “falar mal de outra pessoa”. Literalmente falando, significa aquele que coloca alguma coisa ou a si mesmo entre dois a fim de dividi-los.

O objetivo de Satanás não é apenas falar mal, mas colocar algo entre as pessoas a fim de dividi-las. A obra de dividir destrói amizades, casamentos e igrejas. Ele aumentará o que parece errado em alguém e distorcerá as reações da outra pessoa. Ele frustrará nossas tentativas de entrar em acordo e dividirá repetidamente os cristãos com novos assuntos.

Uma das marcas de uma igreja sob ataques demoníacos é que as críticas do grupo dividido nunca se esgotam: ameniza-se uma questão, e surgem mais três. Quando Satanás manipula o grupo dissidente dentro da igreja, as questões que o inflamam são apenas uma cortina de fumaça para dividir e ganhar a igreja. Parecem bastante verdadeiras, mas, quando uma questão se torna mais central para nosso relacionamento do que a humildade, o amor e a fé, esta questão é de fato uma cunha enviada para dividir.

A Causa Mais Sutil das Divisões

Existem, talvez, muitas fontes de conflitos que levam a divisões e separações, mas nenhuma delas é mais sutil ou poderosa do que a ambição religiosa – sobretudo, quando um líder subordinado começa a imaginar que Deus o chamou para ocupar o lugar do pastor principal ou do líder do departamento.

Por meio do profeta Isaías, o Espírito Santo nos mostra o motivo da rebelião de Lúcifer contra a autoridade divina: a ambição egoísta. Manifestando-se sucintamente pela voz e ambição do rei da Babilônia (Is 14.12-14), cinco vezes o foco do orgulho de Lúcifer expressa a cobiça irrestrita pela preeminência e posição até afirmar claramente sua busca de suplantar Deus como ser supremo adorado no planeta Terra.

Lúcifer não apenas deseja ser semelhante a Deus, mas também procura “subir ao céu” e estabelecer seu trono acima das estrelas de Deus, que é o local onde o Altíssimo se assenta! O Apocalipse de João confirma este objetivo várias vezes ao longo do livro: Satanás busca ser adorado. Ele busca o lugar de Deus no céu e o lugar de Deus em nós.

Isso é vital para o seguinte discernimento: Satanás é basicamente um espírito religioso. Ele não quer destruir o mundo, mas dominá-lo. Ele colocou um terço dos anjos contra a autoridade de Deus no céu e manipula a ambição religiosa dos líderes subordinados a fim de usurpar a autoridade delegada por Deus à sua Igreja na Terra.

É claro que o envolvimento de Lúcifer na religião humana é comum e multifacetado, mas nada que ele faz é mais sutil ou diabólico do que enganar os bons cristãos a se voltarem contra os líderes de sua própria igreja. Sempre que procuramos ocupar o lugar de alguém que Deus colocou na posição de autoridade, estamos assumindo a imagem de Lúcifer e não a de Cristo.

Oração

Senhor, perdoa-nos por permitirmos que as divisões e separações se tornem tradições profundamente arraigadas no cristianismo. Confessamos que somos facilmente manipulados pelas falsas questões. Senhor, faze-nos instrumentos de cura. Ajuda-nos a trabalharmos contigo para unir a Igreja e preparar tua Noiva. Ajuda-nos a enxergar a verdadeira questão: em toda diversidade, permaneceremos unidos? Em nome de Jesus. Amém.

Extraído e adaptado de “Divisão, a Igreja a Caminho da Destruição”, Francis Frangipane, Editora Naós, São Paulo, 2003.

Francis Frangipane é pastor titular da “River of Life Ministries” em Cedar Rapids, Iowa, EUA, e presidente do “Advanced Church Ministries”. É também autor de vários livros. Para mais informações, acesse
www.frangipane.org

A UNIDADE DA IGREJA DE CRISTO - Marco Antonio Sales

Será que a Igreja de Cristo está unida? Em uma pesquisa sobre o que a Palavra de Deus fala sobre unidade, tenho chegado à conclusão que a resposta é, infelizmente, não. A unidade afirmada nas Escrituras parece estar longe de nossa realidade. Na busca dos textos e comentários bíblicos sobre o assunto, encontrei este de um dos maiores teólogos de nosso tempo, mr. John W Stott.

O comentário se refere à passagem de 1 Coríntios 1: 10-13, onde o apóstolo Paulo exorta a igreja de Corinto contra as divisões que estavam ocorrendo: "Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis a todos a mesma cousa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nom de Paulo?”. 1 Coríntios 1: 12-13.

Sobre estas divisões Stott escreve: “Tudo indica que Paulo considerou esta notícia (a da divisão na igreja de Corinto) extremamente dolorosa. Ele sabia o suficiente acerca das realidades da vida da igreja para não se surpreender. Mas, ao mesmo tempo, ficou profundamente ressentido. Isso se verifica pela dupla ocorrência da palavra irmãos, nos versículos 10 e 11”.

É interessante ver que o mesmo sentimento de Paulo ao saber das divisões em Corinto, é também expresso na oração de nosso Senhor Jesus pedindo ao Pai que não permitisse esta divisão entre nós, os crentes: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da Sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu me enviaste”. João 17:20-21. Diante disso creio não haver dúvida de que, ao contrário de consideramos “normais” as divisões entre os crentes em Cristo, nosso sentimento deveria ser de perplexidade e de dor. Conquanto a unidade seja realmente difícil, pois envolve, antes de tudo a humildade de admitirmos que podemos estar errados, ela deve ser sempre prioridade para a Igreja, pois como se não bastasse ser esta a vontade expressa de Deus, e uma condição para o avanço do evangelho, as conseqüências das separações são sempre dolorosas.

Stott continua sua análise da igreja de Corinto: “É evidente que estavam surgindo cultos às personalidades, centralizados em três figuras importantes da igreja primitiva. Tais cultos certamente não contavam com o apoio de Paulo, Apolo ou Cefas (Pedro)... Seja qual for a causa dessas divisões que estavam se desenvolvendo, a situação provocou rivalidade... Todos os cristãos apegam-se a aspectos diferentes da verdade, em diferentes ocasiões, gerando determinadas ênfases. É inevitável que tal seleção afaste o foco dos outros aspectos da verdade, para se concentrar em uma ou duas questões específicas. Isso é permissível, se não necessário, contanto que se reconheça que está havendo uma seletividade. Quando um cristão ou um grupo de cristãos fica totalmente absorvido por um aspecto da verdade, negligenciando, excluindo ou até mesmo negando o todo da verdade que está em Jesus, então atinge-se o ponto crítico. Neste momento a seletividade se transforma em heresia”.

Qualquer semelhança com a igreja de hoje NÃO É pura coincidência. A divisão é algo que, como Igreja, devemos evitar. A unidade do corpo de Cristo é primordial para que o mundo seja impactado. Que os líderes da igreja de hoje possam entender isso!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

QUE DENOMINAÇÃO É ESTA?


Esta é uma pergunta que de um modo geral se faz, quando se dá um folheto ou quando convidamos alguém para alguma reunião de estudo da Palavra de Deus. Sem dúvida é uma pergunta sábia, especialmente nestes dias de tanta confusão.

Mas, o que teria acontecido se a mesma pergunta houvesse sido feita nos dias dos apóstolos? Suponhamos que você tivesse vivido naquela época, e um dia, ao se encontrar com o apóstolo Pedro, lhe perguntasse:- Pedro, que denominação é esta? Você pode imaginar a resposta? Pedro, sem dúvida, teria coçado a cabeça completamente perplexo, pois não haviam denominações em sua época. O crente procurava seguir a ordem divina.

Deus tem uma Igreja neste mundo, mas não é uma organização da qual você por si próprio torna-se membro. É possível fazer-se membro de uma "igreja" feita por homens, e depois "deixa-la" se você não ficar satisfeito. Mas você nunca poderia fazer a si mesmo membro da Igreja de Deus, a qual é chamada "a Igreja do Deus vivo" (1 Timóteo 3.15).

Temos de voltar ao fundamento, o qual é Cristo. "Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Coríntios 3.11). A Palavra de Deus nos diz que somos pecadores culpados diante dEle, perdidos em nossos pecados e "por natureza filhos da ira" (Efésios 2.1-3). Mas Deus, em Seu amor e misericórdia, enviou Seu próprio Filho a este mundo para pagar por nossos pecados na cruz.

Primeiro o Senhor Jesus veio ao Seu próprio povo terreno, Israel. "Veio para o que era Seu e os Seus não O receberam" (João 1.11). Então, foi entregue para morrer na cruz pelos pecados de todo o mundo. Triunfante, Se levantou de entre os mortos, ascendeu à destra do Pai, e enviou o Espírito Santo ao mundo no dia de Pentecostes.

Com Sua ascensão e a vinda do Espírito Santo, havia chegado o tempo, no programa eterno de Deus, de colocar de lado a nação de Israel, e trazer uma coisa completamente nova - Sua Igreja. É chamada "Igreja, que é o Seu corpo" (Efésios 1.22,23).

Sua Igreja não é "denominada". Isto é, não tem nome dado pelos homens, nem é uma organização humana, porém é composta de pessoas salvas, tanto judeus como gentios. Não tem lista de membros na Terra, e ninguém pode fazer-se membro dela. Mas quando alguém vem a Deus como um pecador culpável, e recebe ao Senhor Jesus Cristo em seu coração como seu Senhor e Salvador, seu nome está escrito no Céu e imediatamente é "acrescentado" à Igreja pelo próprio Senhor (Atos 2.47). Passa a levar, então, o nome de seu Salvador, e é feito uma "nova criação" em Cristo (2 Coríntios 5.17). Não necessita outro nome e nem precisa fazer-se membro de algo inventado pelo homem.

Durante o tempo primitivo da Igreja, os crentes se reuniam simplesmente para estudar a Palavra. Não tinham nomes ou organizações denominacionais, e nem o mecanismo da atualidade. Mas as idéias mundanas penetraram mais e mais, e a simplicidade devida a Cristo desapareceu (2 Coríntios 11.3). O homem religioso sempre esta acrescentando algo à ordem simples de Deus.

Deus não é autor de nenhuma denominação. Algumas delas abraçam algumas verdades bíblicas muito sadias, e têm muitos crentes, nascidos de novo, em suas organizações. Mas os crentes são assim divididos uns dos outros por seus nomes. Isto é um pecado contra Deus.

Os crentes primitivos não se "denominavam" ou tinham nomes postos por eles. Eram conhecidos por termos como "discípulos", "crentes", "santos", "cristãos", ou qualquer nome que pudesse ser levado por TODOS os crentes. Não temos nenhuma base bíblica para levar um nome que não possa ser levado por todos os filhos de Deus neste mundo. Fazer isto é querer dividir o "um só Corpo" de Cristo (1 Coríntios 12.12).

Um filho de Deus deve ter um sadio e inteligente conhecimento da Palavra de Deus. Não deve estar em jugo desigual tendo comunhão com os inconvertidos, mas deve "sair do meio deles" como diz 2 Coríntios 6.14-18.

O crente deve honrar o Senhorio de Cristo, reconhecendo-O como Senhor. O mundo religioso Lhe nega esta honra e quase universalmente se refere a Ele como "Jesus", o nome de Sua humanidade.Vemos como Paulo, em suas epístolas, cuidadosamente O trata honradamente como "O Senhor Jesus Cristo".

Os crentes devem tratar de, a qualquer custo, se reunir para estudar a Palavra a fim de se edificarem uns aos outros na fé. Muitas vezes isto tem que ser feito em pequenas reuniões caseiras, porque a verdade não é aceita em lugares humanamente elevados. "Saiamos, pois, a Ele fora do arraial, levando o Seu vitupério" (Hebreus 13.13).

Que o Senhor abençoe a seus Filhos.

A IGREJA DE DEUS NOS DIAS DE HOJE


Sem dúvida alguma, os cristãos de hoje estão confundidos acerca da Igreja. Existem centenas de denominações em todo o mundo, e todas presumindo ser a igreja verdadeira. O popular slogan “vá à igreja que mais lhe agrade” aceita esta condição e supõe que a Palavra de Deus seja falha em dar-nos uma preparação adequada para estes tempos, e guiar-nos em meio à confusão que reina na cristandade.

Mas, será que o Senhor Jesus queria deixar os Seus seguidores sinceros em um tal estado de confusão? Vamos diretamente às Escrituras, para mostrar o que Deus nos diz a respeito de Sua Igreja nos dias de hoje.

A primeira epístola a Timóteo apresenta a “Casa de Deus” (1 Tm 3.15) de acordo com o pensamento de Deus. A segunda epístola apresenta “a Casa” quando esta foi arruinada pelo fracasso do homem e, em sua ruína, ficou semelhante a uma “grande casa”, na qual “não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra” (2 Tm 2.20). O crente que uma vez tenha visto a verdade da Igreja ou assembléia como a Casa de Deus, tal como ensinam as Escrituras, talvez não encontre nada ao seu redor que corresponda ou se ajuste a esta verdade, O que principalmente podemos ver na cristandade é uma “grande casa”, na qual há vasos, uns para honra e outros para desonra. Será que a Palavra de Deus dá instruções para o Seu povo em condições como estas? Sim, ela mesma nos dá a resposta.

Se desejamos andar neste mundo de acordo com o propósito de Deus, devemos aprender que, por maior que seja nossa inteligência natural, por mais que nossa mente tenha sido instruída, por maior que seja nosso conhecimento das Escrituras, e por mais sinceros que sejam nossos desejos, se confiarmos em nossa inteligência não poderemos achar a senda de Deus para o Seu povo, em meio à confusão reinante na cristandade. Não somos capazes de encontrar o caminho por nós mesmos, em meio às crescentes dificuldades, face à contínua oposição à verdade; ou de nos desembaraçarmos das várias questões e dificuldades que continuamente surgem.

Após reconhecermos claramente nossa total incompetência, poderemos aprender que não nos é dado achar nosso caminho como melhor possamos fazê-lo, e que Deus nunca esperou de nós que tivéssemos alguma sabedoria ou capacidade em nós mesmos, para andar de acordo com os Seus pensamentos. Bem pôde o Senhor dizer: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15.5).
Deus tem feito provisão para que conheçamos a Sua vontade.
Há três coisas que devemos recordar:

1. Temos uma Cabeça no céu: Cristo na glória é a Cabeça de Seu Corpo, a Igreja; e toda a sabedoria está na Cabeça. Nós não temos nenhuma sabedoria em nós mesmos. E de extrema importância deixarmos nossas próprias “cabeças” e olharmos para Cristo como “a Cabeça” que nos guia. Se confiarmos em nossas próprias “cabeças “, não estaremos, na prática, “ligados à Cabeça” (Cl 2.19).

2. O Espírito Santo, uma Pessoa divina, está na Terra. O Senhor sabia que Seu povo não seria capaz de manter-se, por si mesmo, em um mundo do qual Ele estaria ausente. Antes de partir, Ele disse: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade... Esse vos ensinará todas as coisas” (Jo 14.16,17,26). A defesa e a manutenção desta verdade não depende dos crentes, mas da presença contínua do Espírito de verdade.

3. Temos a Santa Escritura que, “divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Tm 3.16,17), e que nos mostra “como convém andar na Casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15). Mas numa época em que a Casa de Deus foi convertida em uma ruína, e quando já não temos mais a realidade da verdade, o homem de Deus tem todavia a infalível autoridade das Escrituras, por meio das quais pode verificar todas as coisas.

Contudo, em hipótese alguma a ruína do cristianismo, qualquer que seja o seu grau, poderá alterar a Cristo, ao Espírito Santo, ou as Escrituras. Cristo continua sendo a Cabeça no céu, com toda a sabedoria necessária para o Seu povo, tanto para estes últimos tempos, como o foi nos primeiros dias da cristandade, O Espírito Santo habita entre os que crêem com inalterável poder para guiar e reger. As Sagradas Escrituras permanecem com sua autoridade suprema e inalterável.

Não obstante, a cristandade, como um todo, tem posto de lado a Cristo, ao Espírito Santo e as Escrituras. Os grandes sistemas religiosos dos homens têm retido o nome de Cristo, enquanto têm abolido a Cristo como Cabeça no céu, nomeando-se cabeças terrenas. Roma tem seu Papa; a igreja grega, seu Patriarca; as igrejas protestantes, seus reis, arcebispos, presidentes ou moderadores. Por conseguinte, nesses grandes sistemas, pouco ou nenhum lugar é deixado ao Espírito. A máquina religiosa e os artifícios carnais do homem têm excluído o Espírito. E finalmente, os homens têm lançado o mais implacável ataque contra as Escrituras, manipulando-as ao seu bel-prazer, até ao ponto de não restar quase nenhuma seita na cristandade que mantenha um certo grau de reconhecimento de que TODA a Escritura é “divinamente inspirada” (2 Tm 3.16).

O que devemos fazer? As Escrituras nos respondem definitivamente o que nós devemos manter e como devemos atuar sobre dois grandes princípios:

1. Separação de tudo o que é contrário à verdade de Deus — Tudo quanto seja uma negação da verdade da Igreja; tudo quanto negue a Cristo como sendo a única Cabeça de Sua Igreja; tudo quanto negue ao Espírito Santo como sendo nosso todo suficiente guia, e tudo quanto negue as Escrituras como sendo nossa absoluta autoridade, a qual permanece imutável.

2. Associação com tudo quanto está de acordo com Deus — Depois de termos nos apartado do mal, as Escrituras insistem neste outro ponto igualmente importante. Em poucas palavras, “cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem” (Is 1.16,17).

O que nos dizem as Escrituras quanto à separação do mal? Todos devemos admitir que a separação deste mundo ímpio foi sempre necessária para o povo de Deus em todos os tempos; todavia neste tempo em que a cristandade encontra-se corrompida, temos instruções especiais para uma separação em três aspectos:

1. Separação de todo sistema religioso, que é uma negação da verdade de Cristo e da Igreja. “Saiamos, pois, a Ele fora do arraial, levando o Seu vitupério” (Hb 13.13). O arraial (ou acampamento) era o sistema judaico estabelecido originalmente por Deus. Era composto de um povo em um relacionamento exterior com Deus, com uma ordem terrena de sacerdotes. É evidente que os sistemas religiosos da cristandade foram formados sob o modelo do arraial ou acampamento. Geralmente são compostos de uma mistura de convertidos e inconversos. Tais sistemas são, definitivamente, de um apelo ao homem natural, pois têm seus santuários terrenos, seu ritual e sua ordenação humana de sacerdotes ou líderes que se colocam entre o povo e Deus. E assim, imitando o arraial ou acampamento, os cristãos puseram de lado a Cristo como a Cabeça, ao Espírito Santo como guia, e a~ Escrituras como autoridade. Se quisermos dar a Cristo o Seu verdadeiro lugar, devemos, em obediência à Palavra de Deus, sair “a Ele, fora do arraial, levando o Seu vitupério” (Hb 13.13).

2. As Escrituras também nos ensinam, de uma maneira muito clara, separação da má doutrina. “Qualquer que profere o nome de Cristo aparte-Se da iniqüidade” (2 Tm 2.19). Todo aquele que confessa o nome do Senhor, por sua profissão de fé. identifica-se com o Senhor, e é responsável de apartar-se da iniqüidade. Está bem claro que esta passagem está se referindo à “iniqüidade” como sendo más doutrinas. Não devemos associar a iniqüidade com o nome de Cristo. Pode ser que seja muito custoso agora nos separarmos da iniqüidade, mas qual é a estima que temos de Cristo?

3. Estas mesmas Escrituras nos pedem para nos separarmos de pessoas más. 2 Timóteo 2.20 nos fala de “vasos para honra e vasos para desonra”, e o versículo seguinte diz que devemos nos purificar dos vasos para desonra, para sermos vasos para honra, “santificado e idôneo para uso do Senhor” (2 Tm 2.21). Aqui está se referindo às pessoas e não meramente a doutrina. Em outras palavras, à medida que nos separamos destes vasos – pessoas, não apenas suas doutrinas – somos santificados e feitos úteis para uso do Senhor. Não é suficiente o não apoiar suas doutrinas, pois só pelo fato de se estar associado a eles há contaminação com o mal. Todos os esforços possíveis têm sido feitos, na cristandade, para debilitar a força desta passagem.

Assim, as Escrituras nos ensinam, com toda evidência, a separação dos sistemas os quais são uma negação da verdade; das falsas doutrinas, que negam a verdade, e dos vasos para desonra, pessoas que não praticam a verdade.

A separação. ainda que necessária, é sempre negativa, mas deve ter também algo que seja positivo. Isto nos leva ao segundo e grande princípio: associação com o bem. Devemos seguir “a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22).

Primeiro deve haver a justiça ou retidão. Qualquer que seja a profissão de fé que o homem faça, se não há nenhuma evidência de justiça prática, não pode estar de acordo com Deus. Mas a justiça não é bastante; o que é justo e o que é injusto não são suficientes para determinar o caminho do cristão. Ele deve, por princípio, fazer o que é justo. mas para andar com desembaraço no caminho do Senhor se requer fé. Portanto, com a justiça, deve haver a fé. E a justiça e a fé preparam caminho para o amor. Se o amor não é garantido pela justiça e pela fé, se degenerará em mero afeto humano. o qual será usado como desculpa para não se atuar com firmeza e para passar por alto o mal. Logo estas qualidades conduzem à paz — não a uma paz desonrosa que faz compromisso com o mal, com a incredulidade e com a inimizade, mas uma paz honrosa, que resulta da justiça, da fé e do amor. Se seguirmos assim estas formosas qualidades, encontraremos outros que estão fazendo o mesmo — aqueles ‘que, com um coração puro, invocam o Senhor” — com os quais devemos nos associar. A separação não significa o isolamento. As Escrituras nos mostram que sempre haverá aqueles com os quais poderemos estar associados ou reunidos.

Portanto, estas passagens das Escrituras fornecem, ao povo de Deus, instruções precisas para os dias de hoje. Não nos sugerem, nem uma só vez, que saiamos fora da Casa de Deus. Para fazê-lo, teríamos que sair totalmente fora deste mundo. Mas do mesmo modo que não podemos sair da Casa, somos responsáveis de nos apartarmos do mal que há dentro da Casa. Não nos é dito que voltemos a construir a Casa.

É, portanto. nossa responsabilidade, andarmos na luz do que foi no princípio, e que todavia ainda existe sob o olhar de Deus, e isto apesar de todo o fracasso do homem. Estas três coisas são necessárias:

— O reconhecimento de Cristo como “a Cabeça”.
— O governo e guia do Espírito Santo.
— O atuar de acordo com as Escrituras.


“Cristo amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef 5.25).

Querido leitor, está o seu coração pronto para corresponder a isto?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

PROCURANDO IGREJA?


Você sente um vazio em seu coração e a necessidade de algo que não consegue definir o que é. Sabe que precisa mudar de vida. Quer conhecer melhor a Deus? E aí surge uma dúvida: Existem tantas igrejas. Qual está certa? Qual tem realmente pregado o verdadeiro Evangelho?

Presbiteriana, Universal do Reino de Deus, Batista, Católica, Metodista, Adventista do Sétimo Dia, Testemunhas de Jeová, Mórmon, Irmãos Unidos, Menonita, Ortodoxa, Igreja de Cristo, Pentecostal Assembléia de Deus, Congregacional, Congregação Cristã no Brasil, Reformada, Deus é Amor e centenas de outras que têm surgido dia a dia! Igrejas que surgem do nada.

Muitas pessoas bem intencionadas estão confusas quanto à igreja a que devem pertencer. Alguns lhe dirão que você jamais poderá ir para o Céu
se não pertencer à igreja deles; Outros dirão a mesma coisa acerca de sua igreja. Sem dúvida estamos vivendo em dias de confusão! Qualquer pessoa que esteja procurando conhecer a verdade acerca da vida eterna deve ter cuidado com a igreja à qual irá pertencer, pois disto dependerá sua verdadeira salvação e o reconhecimento desta igreja por Jesus nos últimos dias.

Há muitos grupos e seitas, hoje em dia, que pregam nada mais do que obras, ou um evangelho social, sem nenhuma mensagem de salvação. Muitos estão se deixando levar por coisas que a "nossa carne" busca, prazeres. Podemos ter certeza de que obras não podem salvar, porque somos salvos pela graça, que é um dom de Deus... O Apóstolo Paulo escreve aos irmãos em Éfeso dizendo: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; Não vem das obras, para que ninguém se glorie". (Efésios 2:8-9). "Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)". (Efésios 2:5).

IGREJA SALVA?

Posso fazer estas perguntas a todos que tiveram acesso a esta mensagem. Pode realmente uma igreja salvar um pecador?
A igreja tem o poder para tão grandioso feito? Ou a salvação da alma deve ser procurada em outro lugar, em outro ambiente completamente diferente?

A IGREJA CATÓLICA NÃO SALVA

Embora haja muitas coisas a serem ditas acerca da Igreja Católica, tais como obra de caridade que ela faz, o esplendor e a beleza das suas catedrais, etc. Tudo isto é, na verdade, uma parte de um sistema religioso e nada existe em cerimônias e rituais que possa salvar.

A IGREJA PRESBITERIANA NÃO SALVA

A igreja de João Knox e João Calvino certamente tem muito por que ser admirada. Há uma grande herança de pensamento, e a doutrina é ortodoxa, fiel à Bíblia. Contudo, herança e ortodoxia não podem salvar um pecador que está a perecer.

A IGREJA METODISTA NÃO SALVA

Com todo o resplendor dos Wesley, e a maravilhosa tradição de que os metodistas gozam, assim mesmo não há nela poder para salvar o menor dentre os homens, e muito menos o maior pecador.

A IGREJA BATISTA NÃO SALVA

Com toda a informalidade e falta de cerimônia, os grandes e belos hinos do Cantor Cristão e a pregação diretamente da Bíblia, mostrando a todos o verdadeiro Evangelho de Cristo e, além disso, com toda a ortodoxia que alguém possa desejar, a verdade permanece: A Igreja Batista não pode salvá-lo!


Nós podemos continuar indefinidamente,
pois nada existe na Igreja Adventista, nem na Igreja Mórmon, nem nos Testemunhas de Jeová, nem na Congregação Cristã no Brasil, nem em qualquer outra organização, que possa acrescentar um só dia a sua vida, quando o seu coração parar de bater e o sangue cessar de correr nas suas veias. Meu amigo, quando a morte surpreendê-lo, não haverá nenhum poder terrestre que possa arrancar a sua alma do inferno!

Mas mesmo depois de expor tantas igrejas modos e maneiras, você ainda quiser procurar ou tentar encontrar uma boa igreja, posso dar-lhe pelo menos duas diretrizes:

Em primeiro lugar veja se ela adota a Bíblia
como única regra de fé e de conduta. A Bíblia é a palavra de Deus e expressa a sua vontade para com o ser humano. Quando a estudamos, conhecemos a vontade de Deus para nossas vidas e quando praticamos a vontade de Deus, estamos na verdade.

Tenha muito cuidado com modismos e Imposições humanas; Existem muitas igrejas que querem impor uma forma ou outra de se portar, de ser, de agir, e, têm maneiras não condizentes com a Palavra de Deus, então verifique... o que realmente devemos fazer e ser... assim nos ensina a Bíblia. Se é bíblico podemos e devemos aceitar.

Tradições; São aquelas religiões que vêm de pai para filho. Cuidado a Salvação por Cristo Jesus é individual, cada pessoa tem que se redimir de seus pecados. Existem muitas pessoas que seguem tradições que estão caminhando para a ruína e destruição eterna.


Vou apresentar aqui um ditado que se diz no "mundo" e que todos devem conhecer muito bem: "filho de peixe peixinho é" Mas... eu digo, meu amigo, não se engane, pois, "filho de crente não é crentinho - é pecador".

Verifique sempre, se tudo o que se ensina e pratica em determinada igreja está de acordo com os ensinamentos das Escrituras Sagradas, da Palavra de Deus. O próprio Jesus
afirmou: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? (Marcos 12:24).

Em segundo lugar esteja certo de que esta igreja proclama a Jesus como o Filho de Deus e o Único e Suficiente Salvador de nossas vidas e de todo o pecador. E esta afirmação podemos encontrar na Palavra de Deus, ela diz: "Em nenhum outro há salvação; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (Atos 4:12).

Particularmente, com toda a certeza posso afirmar: a igreja tem muita importância em nossas vidas - muitos dizem que não importa a igreja, que todas levam a Deus
, cuidado! Isto não é verdade. Precisamos saber se realmente fala de Jesus e prega o Evangelho Verdadeiro, a Salvação pela Graça - pois como já vimos não há igreja que possa salvar, mas é necessário que pelo menos preencha os requisitos acima. O requisito principal para você que está procurando por uma igreja, deve ouvir o Evangelho, crer em Cristo e ir em sua direção. Jesus é quem deve ser sua meta. Você deve buscar este alvo, esse desígnio com fé, pois somente a fé pode te mostrar o verdadeiro amor de Jesus. E um conselho eu dou, jamais se deixe levar por um ou outro irmão pois, todos temos defeitos e, sabemos que a igreja é o nosso hospital... então olhe sempre para Cristo e siga-O com o verdadeiro amor que Ele merece.

SÓ EXISTE UM QUE PODE SALVAR

Todavia, existe Um que é poderoso para salvar, e só Um. Há Um que veio a este Planeta Terra um dia, na forma de um bebê indefeso, passou a vida ensinando, pregando o Verdadeiro Evangelho. No entanto, depois de um julgamento simulado, em que não se encontrou nÊle nenhum pecado, a Bíblia nos conta que "todo aquele que nÊle crê recebe imediatamente a salvação (João 3:16-18),
crendo nÊle e só nÊle. Cristo foi levado a um lugar chamado Calvário se tornou o nosso Substituto na cruz e ali morreu; foi sepultado; e ressuscitou dentre os mortos no terceiro dia para dar vida a todos os que se achegarem a Ele com fé simples, sem muita crendice, teologia ou regras impostas por homens.

Você já confiou
nÊle para a salvação da sua alma, ou você tem confiado que uma igreja irá salvá-lo? Ninguém chega a Deus através da religiosidade, boas obras, pessoas ou "santos". É impossível chegar a Deus sem crer em Jesus Cristo. Jesus Cristo é o único caminho para Deus e é o único que pode salvar, pois: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14:6).

Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. (Romanos 10:9).

por Daniel Borges 17/02/2002 - "Igreja Batista Independente"

DE QUAL IGREJA VOCÊ É? DESCOBRINDO A IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO - Atos 11:19-26


Há dois mil anos, quando os apóstolos começaram a pregar o evangelho do Senhor pelo mundo inteiro, não existia uma variedade de "igrejas", denominações e seitas, todas com as suas doutrinas e métodos para ganhar discípulos. De fato, Jesus e os seus apóstolos ensinaram haver uma só igreja, a qual é o corpo de Jesus, ele mesmo sendo o cabeça (veja Mateus 16:18; Efésios 1:22-23, 4:4, 5:22-23; Colossenses 1:18). Portanto, quando pessoas se convertiam, ninguém lhes perguntava, "de qual igreja você é?" - pois era óbvio que pertenciam àquela única igreja que Cristo mesmo edificou.

Muitos hoje dizem estar procurando "a igreja certa". Para alguns isto quer dizer simplesmente um lugar onde possam se sentir bem ou confortáveis, apaziguando suas consciências com atos externos de "adoração" a Deus. Porém, para os mais honestos, esta procura é uma busca verdadeira para fazer parte da "...nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2:9-10).

Com o intuito honesto de descobrir a igreja edificada por Cristo, vamos viajar dois mil anos atrás para a cidade de Antioquia da Síria, onde estava chegando pela primeira vez a pregação do evangelho de Jesus. Ao lermos este relato do Espírito Santo sobre a conversão das pessoas desta cidade, prestemos bem atenção ao que aconteceu, e façamos a pergunta, "de qual igreja eram estas pessoas?"

O que aconteceu em Antioquia? (Atos 11:19-20)

Depois que Estêvão foi morto em Jerusalém por pregar o evangelho (veja Atos 7:51 - 8:4), os cristãos que ali moravam se espalharam pelas regiões ao redor, levando a palavra do Senhor para lugares onde ainda não havia sido pregada. No início estes discípulos pregavam somente aos judeus, porém alguns que eram naturais de lugares entre os gentios ("gregos") logo começaram também a pregar aos não-judeus.

O que, exatamente, estes discípulos pregavam? Versículo 19 diz que se espalharam "anunciando...a palavra", e versículo 20 nos ensina que estavam "anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus". Este fato é simples e importante demais para o ignorarmos - os que saíram de Jerusalém pregavam somente a palavra, o evangelho do Senhor Jesus. Mostrando este mesmo padrão em seu ensinamento, o apóstolo Paulo disse: "decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado" (1 Coríntios 2:2).

Qual o resultado da pregação da palavra do Senhor? (Atos 11:21-24)

A Bíblia nos afirma que ouvir a palavra é suficiente para produzir fé em pessoas a fim de salvá-las. O apóstolo Paulo escreveu aos Romanos, "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê..." e "...assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo" (Romanos 1:16; 10:17). Pessoas que verdadeiramente querem servir a Deus junto ao povo dele não precisam ouvir de milagres ou promessas de bênçãos materiais, porém responderão com fé à simples pregação da palavra de Cristo. Vejamos o que aconteceu em Antioquia quando as pessoas responderam com fé:

Conversão ao Senhor. Quando as pessoas honestas de Antioquia ouviram o evangelho, "crendo, se converteram ao Senhor" (Atos 11:21). Pregar o evangelho de Jesus resulta na conversão de pessoas a ele, o Senhor!

Ninguém na Bíblia jamais foi convertido à igreja. Porém, muitos hoje são. Basta ouvir uma conversa entre dois crentes, e logo alguém dirá algo assim: "Você sabia que fulano-de-tal saiu da igreja?" ou "Graças a Deus que depois de tanto tempo desviado eu voltei para a igreja!" Expressões assim mostram pessoas convertidas à igreja e não ao Senhor. O problema é que muitos que se chamam "evangelistas" saem pelas ruas anunciando muitas coisas - a igreja, o pastor, teologia, promessas de curas ou de bênçãos materiais, expulsão de demônios, etc. - mas pouca gente parece ter interesse pela pregação da palavra. O resultado disso é pessoas convertidas a estas coisas, e não ao Senhor. Para fazer parte da igreja que pertence ao Senhor, é necessário ouvir o evangelho, a palavra que fala do Senhor, para que sejamos convertidos a ele.

Firmeza no Senhor. Boas notícias correm rapidamente, e logo a igreja em Jerusalém ficou sabendo da conversão das pessoas em Antioquia (Atos 11:22). A linguagem que descreve a igreja em Jerusalém deve chamar nossa cuidadosa atenção. Por exemplo, ela tem "ouvidos". Também, ao mesmo tempo ela é singular - "a igreja" - e plural - "enviaram Barnabé". O que aprendemos com isto? A palavra "igreja" na Bíblia não descreve um prédio ou uma organização (denominação), e sim pessoas. A igreja em Jerusalém simplesmente era pessoas convertidas ao Senhor que ouviram da conversão de outros e mandaram ajuda na pessoa de Barnabé.

Quando Barnabé chegou em Antioquia, ele ficou alegre ao ver a graça de Deus entre estes novos convertidos (Atos 11:23). Como é possível ver a graça de Deus? O apóstolo Paulo escreveu: "a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus..." (Tito 2:11-13). O que Barnabé viu em Antioquia eram pessoas que manifestavam vidas transformadas pela graça de Deus. Sua resposta era de exortar "a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor" (Atos 11:23).

Muitos têm orgulho de dizer que permanecerão sempre firmes na igreja. Vamos lembrar, porém, que a igreja é pessoas, e pessoas, mesmo boas, podem errar. Seria tolice permanecer firme em pessoas se estas não estão firmes no Senhor! Porém, quem permanece firme no Senhor não cairá mesmo se toda a igreja e os pastores caírem, pois seguirá aquele que é o verdadeiro "bom pastor" (veja João 10:27-28).

União ao Senhor. Por causa da pregação do evangelho por Barnabé e outros em Antioquia, "muita gente se uniu ao Senhor" (Atos 11:24). De fato, o resultado de pessoas ouvindo o evangelho do Senhor, se convertendo ao Senhor, e permanecendo no Senhor sempre será pessoas unidas ao Senhor. Este é o ponto da conversão - Deus nos oferece paz e reconciliação em Cristo para que possamos ser unidos a ele para eternidade (veja 2 Coríntios 5:18-21; João 14:1-3)!

De qual igreja eram estas pessoas? (Atos 11:25-26)

Infelizmente, o padrão que vemos no mundo religioso hoje é bem diferente do que vimos em Antioquia. Hoje, pessoas pregam a igreja, se convertem à igreja, permanecem na igreja, e se unem à igreja. Porém, o foco de Barnabé e dos outros discípulos que espalhavam a palavra nunca era a igreja, e sim era sempre o Senhor! E o que acontece quando pessoas respondem à pregação do Senhor? "Por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão" (Atos 11:26). Ninguém pregou a igreja, mas mesmo assim o resultado da pregação foi uma igreja em Antioquia que estava ativamente ensinando a outros!

Permanece, portanto, a nossa pergunta - "de qual igreja eram estas pessoas?" Era Católica? Batista? Presbiteriana? Mórmon? Não! Para ser uma dessas igrejas, teria sido necessário pregar e converter pessoas à doutrina de uma delas. Era uma filiada da igreja de Jerusalém? Também não! Ninguém pregou a igreja de Jerusalém, embora todos tivessem saído de lá! A doutrina não era de Jerusalém, e sim do Senhor! Então, qual igreja era? Basta dizer que era a igreja do Senhor (pois, pertence a ele!) que se reunia na cidade de Antioquia (veja Romanos 16:1; 1 Coríntios 1:2; 1 Tessalonicenses 1:1; etc.).

E como foram chamados os membros desta igreja? Católicos? Batistas? Presbiterianos? Mórmons? Também não! "Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos" (Atos 11:26). Sendo pessoas que ouviram a palavra do Senhor Jesus Cristo, se converteram ao Senhor Jesus Cristo, permaneceram no Senhor Jesus Cristo, e se uniram ao Senhor Jesus Cristo, faz perfeito sentido eles terem sido chamados pelo título dele - "cristãos". Estes não conheceram nenhuma doutrina humana para que fossem chamados por nomes e métodos humanos. Estes seguiram e serviram a Cristo.

É possível ter uma igreja igual à de Antioquia hoje?

O problema não se resolve em ter uma igreja igual à de Antioquia, mas em ser uma igual. Afirmamos que isto não é somente possível, mas é essencial, pois sendo qualquer outra coisa traz a condenação de Deus (veja 2 João 9-11)! Como conseguiremos isto? A resposta é simples - faremos da mesma forma que os irmãos no primeiro século o fizeram. Deixemos de procurar igrejas e filiações com denominações e doutrinas humanas, procurando em vez disso o Senhor através da palavra dele! Ao ouvir o simples evangelho, pessoas honestas se converterão, permanecerão firmes, e se unirão ao Senhor. Quando se reunirem em um só lugar para adorar o Senhor juntas, mesmo se forem só duas ou três pessoas, já serão uma igreja (veja Mateus 18:20). Qual igreja serão? A igreja edificada pelo Senhor, ele mesmo sendo a cabeça.

De qual igreja você é?

--por Carl D. Ballard - D105
Fonte:
http://www.estudosdabiblia.net/d105.htm

CONFUSÃO DENOMINACIONAL DA CRISTANDADE


A Igreja do Senhor: Como se Chama?

Quando ensino sobre a importância de seguir a Jesus, sem defender nenhuma denominação ou placa humana, pessoas freqüentemente perguntam sobre o “nome” da igreja. Qual igreja ou qual ministério segue a Jesus sem tradições ou doutrinas humanas? Se eu quiser ser discípulo de Jesus, devo fazer parte de qual igreja?

Muitas pessoas se surpreendem em aprender que a igreja do Senhor não tem nome exclusivo. Achamos nas Escrituras diversas descrições da igreja, mas nenhum nome próprio e exclusivo. Podemos usar quaisquer dessas descrições, mas não temos direito de promover ou defender nenhum nome como a maneira certa e única de identificar a igreja. Qualquer pessoa que faz isso estaria falando o que Jesus não falou, e assim acrescentando à palavra que Deus revelou.

O que aprendemos das Escrituras sobre maneiras de descrever a igreja?

A Igreja de Quem?

Muitas passagens falam simplesmente da igreja (ekklesia, os chamados para fora, assembléia), às vezes identificando o local onde se reunia um grupo de cristãos. Então, podemos nos referir à igreja simplesmente assim, como “a igreja” (cf. Atos 8:1; 9:31; Romanos 16:1).

Freqüentemente, as descrições na Bíblia mostram o relacionamento que existe entre o Senhor e a sua igreja. Ela pertence a Deus; por isso, é a igreja de Deus (Atos 20:28; 1 Coríntios 1:2; 10:32; Gálatas 1:13; 1 Timóteo 3:5,15). Jesus derramou seu sangue para comprar a igreja; portanto, Paulo falou das igrejas de Cristo (Romanos 16:16), e Jesus falou de sua própria igreja (Mateus 16:18). Os discípulos de Jesus são herdeiros abençoados; então, coletivamente são a igreja dos primogênitos (Hebreus 12:22-23).

O Corpo de Cristo

A igreja é descrita, também, como o corpo de Cristo (Colossenses 1:24; Efésios 1:22-23; 4:12). Nesta figura, Jesus é a cabeça (Efésios 5:23; Colossenses 1:18), e os cristãos são os membros do corpo (Romanos 12:4-5; 1 Coríntios 12:12-27; Efésios 3:6; 4:16; 5:30). A imagem do corpo enfatiza os diversos papéis dos membros, e a dependência e submissão de todos a Jesus.

O Reino de Deus

O Novo Testamento fala repetidamente do reino de Deus ou do reino dos céus, que foi um dos temas principais da pregação de João Batista (Mateus 3:2), de Jesus Cristo (Mateus 4:17), e dos apóstolos e outros pregadores na igreja primitiva (Atos 8:12; 19:8; 20:25; 28:23,31). Enquanto a palavra “igreja” enfatiza o povo, o termo “reino” destaca a autoridade do rei (1 Coríntios 4:20; Hebreus 1:8; 12:28-29; Mateus 28:18-20; Apocalipse 12:10).

O reino de Cristo não é deste mundo (João 18:36). É superior aos reinos humanos (Daniel 2:44-45; Isaías 2:2), pois Jesus é “o Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (Apocalipse 17:14). Ao invés de ser uma entidade política e mundana, é um reino espiritual fundado no santo caráter de Deus (Romanos 14:17-18).

O caráter do rei e do reino define, também, as qualidades dos súditos. Entramos no reino por um processo de transformação (Colossenses 1:13). Como servos do rei espiritual, temos de desenvolver as características espirituais do nosso Senhor (Tiago 2:5). Neste reino, são valorizadas qualidades como humildade, inocência (Marcos 10:14-15) e santidade (1 Coríntios 6:9-10; Gálatas 5:19-21; Hebreus 12:14).

A Casa de Deus

A igreja (não um prédio!) é a casa de Deus (1 Timóteo 3:15). Ela é o santuário e habitação do Senhor (Efésios 2:21-22). É uma casa espiritual (1 Pedro 2:5). Deus habita e mantém comunhão com aqueles que fazem a vontade dele (João 14:23; Apocalipse 3:20).

O Rebanho de Deus

A igreja é o rebanho de Deus (Atos 20:28). Jesus é o bom pastor que deu a vida pelas ovelhas (João 10:11). Elas ouvem a voz de Jesus e o seguem para receber a vida eterna (João 10:27-28). Os bispos ou presbíteros têm a responsabilidade de pastorear o rebanho local segundo as ordens do Supremo Pastor (Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-4).

Como a Bíblia Descreve os Indivíduos que Seguem a Cristo?

As descrições acima são termos coletivos – identificam um conjunto. A igreja é composta de pessoas que saíram do pecado para servir a Jesus. Agora, consideremos alguns termos usados nas Escrituras para descrever os seguidores de Cristo individualmente:

Discípulos (Atos 6:1-2,7) significa aprendiz ou aluno. O discípulo ouve os ensinamentos e segue o exemplo do seu mestre. “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre” (Lucas 6:40).

Irmãos (Atos 6:3; 15:1,23,32,33; Filipenses 4:21; Colossenses 1:2) descreve a relação familiar dos filhos do mesmo Pai. “Seja constante o amor fraternal” (Hebreus 13:1).

Santos (1 Coríntios 1:2; Filipenses 1:1; 4:21,22; Colossenses 1:2) identifica o caráter de pessoas santificadas pelo sangue de Jesus. Na Bíblia, este termo não é limitado aos mortos. Deve ser uma descrição verdadeira dos cristãos vivos. “segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (1 Pedro 1:15).

Cristãos (Atos 11:26; 26:28; 1 Pedro 4:16) é uma descrição que aparece apenas três vezes no Novo Testamento, mas descreve bem a relação especial dos discípulos com seu Senhor e Salvador. “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11:26).

Fiéis (Efésios 1:1; 1 Timóteo 4:3,12; Apocalipse 17:14) e Crentes (Atos 5:14; 1 Tessalonicenses 1:7) vêm da mesma raiz grega, e significam pessoas que acreditam e confiam (em Deus) e que são verdadeiras. “E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (Atos 5:14).

Pedras que vivem (1 Pedro 2:5) é uma frase que destaca a nossa posição na casa de Deus, construída sobre Jesus Cristo, a pedra de esquina. “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5).

Concidadãos dos santos (Efésios 2:19) enfatiza a inclusão de pessoas, anteriormente afastadas de Deus, na família do Senhor. “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Efésios 2:19).

Membros do corpo de Cristo e da família de Deus (1 Coríntios 12:27; cf. Efésios 2:19) é uma expressão que mostra a interdependência dos fiéis, e a dependência de todos em Cristo, a cabeça do corpo. “Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (Romanos 12:5).

Nomes humanos causam divisões

Sabemos que Jesus Cristo, vivendo como judeu na Palestina 2.000 anos atrás, teve oportunidade de participar de qualquer das várias seitas que existiam na época. Mas não há nenhum registro de ele ter se ingressado em qualquer uma delas. Ele simplesmente fazia a vontade do Pai, sem seguir as tradições e doutrinas humanas. Procurava e andava com pessoas que compartilhavam o seu desejo de honrar a Deus. Todos que observaram e ouviram Jesus ficaram admirados com a postura “radical” dele.

Durante sua vida aqui na Terra, Jesus prometeu edificar a sua igreja (Mateus 16:18), e ensinou os seus discípulos a seguirem o ensinamento e o exemplo dele. Nós, hoje, devemos fazer como ele fazia e ensinava. Devemos buscar o conhecimento da vontade de Deus e obedecê-lo para honrar o nosso Criador e Redentor. Apesar da influência forte das muitas denominações, com suas próprias tradições e doutrinas, devemos ser simplesmente cristãos, seguidores do nosso Salvador.

Pelo nosso desejo de servir a Deus, rejeitaremos as tendências de criar e manter igrejas humanas – grupos que honram homens e defendem doutrinas humanas. Certamente as diversas igrejas hoje com suas placas destacando fundadores, tradições doutrinárias e ministérios criados por homens não dão a devida honra ao verdadeiro Senhor e Salvador.

Como podemos servir ao Senhor sem participar da confusão das denominações? Como podemos evitar as divisões que acontecem quando os homens são elevados a posições de honra? Paulo falou do mesmo problema quando escreveu aos coríntios: “Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?” (1 Coríntios 1:12-13). Nomes humanos e destaque impróprio dado aos homens criam divisões.

Para evitar tais divisões, devemos seguir o único Salvador (Atos 4:12) e Mediador (1 Timóteo 2:5). Devemos estudar a mesma palavra de Deus para que possamos falar e pensar a mesma coisa (1 Coríntios 1:10). Seguir a Jesus exige esforço, mas certamente vale a pena (Hebreus 11:6; Mateus 7:13-14).

Tenhamos coragem para rejeitar tradições, doutrinas, práticas e nomes humanos para honrar o nosso Criador e Salvador.

– por Dennis Allan - D143
Fonte:
http://www.estudosdabiblia.net/d143.htm